Jantar de comemoração do 20º aniversário do MPB foi um sucesso

Foi a maneira que encontramos de reunir amigos em um jantar no Galpãp Crioulo do Parque da Harmonia em Porto Alegre, e comemorarmos mais um ano de existência de nosso Movimento Parlamentarista.
Na ocasião o evento foi honrado com a presença de inúmeras pessoas, membros da direção e seus familiares, políticos que destacamos deputados eleitos - Deputado Mateus José de Lima Wesp e esposa, Deputado Sebastião Melo, o Vereador Wambert Di Lorenzo. Também nos prestigiou comparecendo o nosso Presidente de Honra Prof. Dr. Cezar Saldanha de  Souza Júnior, Camilo Bornia, Percival Puggina entre outros parlamentaristas da gema. O IBEM, se fez  representado por Vera Silva, Jorge Espídola  e Carlos Alexandre Bertolin e esposa, o que nos honrou muito. Aqui vai um agradecimento especial a Vera Conz, que foi quem organizou o evento.
Tivemos manifestações do nosso presidente Vinícius Boeira e do Presidente do Conselho Deliberativo Nelson da Fonte Pilla que compareceram com as respectivas esposas ao evento.
Esperamos comemorar vários aniversários do MPB,  e quem sabe a implantação do parlamentarismo, como sistema de governo oficial do Brasil

Artigos
Ageu Avelino Rodrigues Júnior
Bel em direito, é membro do Conselho Deliberativo do MPB.
O Processo de Impeachment e a Moção de Censura nos governos parlamentaristas
O presente artigo tem por objetivo analisar os paralelos entre o processo de impedimento do chefe de Estado e de governo brasileiro com a moção de censura nos regimes parlamentaristas, à luz da recente moção aprovada por Sri Lanka e a iminência de que o governo da primeira-ministra britânica Theresa May venha sofrer nos próximos dias. Já diferentemente do processo de impeachment do sistema presidencialista brasileiro (e de outros países que o adotam), na grande maioria dos regimes parlamentaristas temos a existência do voto de desconfiança, ou moção de censura. Como no sistema parlamentarista a governabilidade repousa necessariamente na confiança do parlamento no gabinete, quando este não mais demonstra capacidade para continuar administrando a nação, o legislativo detém a prerrogativa de demitir o chefe de governo (e consequentemente, todo o gabinete por ele criado), substituindo-o por outra pessoa que possa atender as expectativas frustradas pelo censurado.
Nelson da Fonte Pilla
Engenheiro Civil. Sócio Fundador do MPB em 1998 e atual presidente do Conselho Deliberativo.
APÓS ELEIÇÕES MAJORITÁRIAS: O DESAFIO DO NOVO PRESIDENTE - COMO GOVERNAR SEM TER MAIORIA NO PARLAMENTO ?
Essa reflexão antes da realização do primeiro turno das eleições de 2018 permite buscar uma luz no final do túnel - como sair dessa campanha eleitoral presidencial rachada, com acusações pessoais entre os candidatos, relevando ao segundo plano, as intenções de debate das ideias do plano de governo? Observando o cenário dessa disputa presidencial entre os candidatos, principalmente nos horários de divulgação partidária obrigatória- tanto na TV ou no rádio, e analisando as entrevistas das equipes técnicas que estão assessorando os candidatos no plano econômico, observa-se uma diferença fundamental, com a postura do candidato com acusações ao adversário político, enquanto que o debate entre as equipes técnicas ficaram no nível acadêmico, com argumentações para sanear os futuros problemas econômicos de quem vai governar, e, concordaram os técnicos, das dificuldades em aplicar suas ideias, porque qual seja o candidato vencedor, não terá maioria no Parlamento para aprovarem suas medidas políticas e administrativas de governo. A verdade é que temos um processo viciado no nosso sistema eleitoral: ao convocar na mesma época das eleições, para a escolha no mesmo dia, das eleições majoritárias - presidente e senador, com as eleições proporcionais - deputado federal, principalmente num sistema de lista aberta nominal. Significa, que podemos votar para presidente no candidato do partido A e ao mesmo tempo votar para candidato a deputado federal no partido B, que nesse caso hipotético não estão coligados, por exemplo. Por essa razão surge a deformação de representatividade, prejudicando o futuro presidente em manter uma maioria no Parlamento para governar! Portanto, na nossa visão sobre o resultado dessas eleições, qual seja o vencedor da direita, da esquerda ou do centro, não terão maioria para governar.
Editorial

O PARLAMENTARISMO E AS ELEIÇÕES 2018
Passada a turbulência do recente processo de impeachment e findo o mandato-tampão de seu vice, podemos vislumbrar finalmente o fim da turbulência e o avizinhar da estabilidade - momento propício para que possamos debater com seriedade uma mudança real no sistema político, que imponha aos seus ocupantes responsabilidade política efetiva por suas ações perante o Parlamento. Muitas mudanças são necessárias, além de apenas a adoção do regime parlamentarista que defendemos; a manutenção do atual sistema proporcional inviabiliza nosso objetivo, por distorcer a vontade manifesta do eleitor nas urnas, com custo elevado de campanha. Nós defendemos o voto distrital puro ou distrital misto, que reduzirá significativamente o custo das eleições, porque o eleitor está próximo do candidato na sua zona eleitoral. Outra bandeira que defendemos é a liberdade de votar livremente, do que a manutenção da obrigatoriedade do voto, travestida de "direito político", que retira das instituições políticas sua legitimidade democrática.
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